cARnEcRUA, a incansável procura do sentido! |
|
|
|
Terça-feira, Julho 08, 2008
comentários self-service: Quarta-feira, Março 05, 2008
comentários self-service: Quinta-feira, Fevereiro 21, 2008
comentários self-service: Sexta-feira, Janeiro 18, 2008
comentários self-service: Sábado, Dezembro 08, 2007
No fundo mesmo todo mundo só quer ser feliz, mas nessa busca incansável a gente se esquece um pouco do que é mesmo que está buscando. E a felicidade gosta muito de mudar de cara, então de repente a gente se vê correndo atrás de nada. comentários self-service: Quinta-feira, Novembro 22, 2007
Mãos na parede coração, a casa caiu!!! Cansei de me apaixonar sem controle. De agora em diante eu decido a hora o lugar e a razão das minhas paixões. Nada de ficar embasbacado de repente. Acordar de manhã e achar que a vida é linda. Dá bom dia para os pássaros! Se emocionar com uma flor nascida na rachadura do concreto! Por o rádio do carro no último volume e cantar junto também no último volume! Achar que o mundo é um lugar bom pra se viver e que todas as pessoas são legais! Cansei! Agora velho coração, escute bem e escute com muita atenção! Quem manda em mim sou eu! E você vai voltar para o lugar de onde nunca deveria ter saído! Você vai voltar para o lado esquerdo do peito! Lá para baixo das costelas, entre sétima e a vigésima terceira, e vai ficar quietinho! Ou melhor, vai bater devagarzinho sem dar um piu! Não sei que idéia foi a minha te deixar no controle por todos esses anos! Lugar de coração é no peito e não na cabeça! E não me venha com dores agudas! Você teve muito tempo de reinado! Agora chegou a hora do nosso acerto de contas! Hoje eu vou fazer uma auditoria das suas ações. E quero explicações convincentes de cada paixão e de cada amor que tive e tenho na vida! Vamos começar com as paixões por mulheres. Que droga é essas de me deixar apaixonado por uma mulher diferente todo ano! Quando eu começo a me acostumar com uma, tenho que sair correndo atrás de outra! E o que você estava pensando quando me fez apaixonar por último por uma mulher CASADA!!! VOCÊ FICOU MALUCO!!! (por favor, leia o texto maiúsculo gritando, obrigado!) VOCÊ ESTÁ QUERENDO ME MATAR!!! Todas essas paixões por mulheres diferentes não me renderam nada! Aliás, pelo contrário, só me trouxeram prejuízo. Minha conta nunca sai do vermelho por causa disso! Gasto o que tenho pra sair correndo atrás de fulana e passa alguns meses tenho que fazer a mesma coisa por causa de beltrana! Esse dia mesmo quase fui parar em Roma! Vou descobrir um jeito e fazer você, coração sem juízo, pagar por essas maluquices. Como me arrependo de ter te deixado no controle todos esses anos! Eu devia ter te impedido aos sete anos de idade naquele dia em que conheci Isadora! Você, que era só um coraçãozinho na época, bateu forte, descompassado, deu pulos e me tirou o ar! E eu, inocente, deixei você me controlar, e tive a minha primeira paixão fulminante! Paixão, que era tanta, que virou amor. Amor que durou sete anos (talvez dure até hoje!). Amor que me apresentou a dor! Dor intensa, que foi a maior de todas, naquele outro dia já nos meus quatorze anos de idade, quando Isadora me disse que estava grávida de outro e ia se mudar da cidade. Dor tão intensa que você de novo bateu forte, descompassado, deu pulos e me tirou o ar! Eu, desesperado cedi a sua teoria, inventada de última hora para sobreviver a dor, de que amar as mulheres fazia mal e o bom era se apaixonar. Sei que você não fez por maldade, já que a dor que eu senti veio do coração. Mas nessa época a prudência já tinha me falado de uma tal de razão, e disse que ela era melhor governante da vida que o coração. Mas aos quatorze anos de idade tanto a prudência quanto a razão são muito pequenas ainda, e o coração já era meu companheiro e sempre andávamos juntos com o prazer e juntos até tínhamos enfrentado a dor intensa. E foi assim que deixei o coração governar totalmente a minha vida menosprezando por completo a razão. Vejo hoje que a razão é quem sempre foi minha amiga de verdade. Mesmo rejeitada milhares de vezes, ela sim, tentou me avisar outra milhares de vezes sobre coisas loucas que você estava aprontando! Mas eu, entorpecido pelos prazeres, mandei a razão ir se catar! Me arrependo sim, lembrando do dia em que a tranquei em uma caixa, e você me fez jogar a chave fora, coração sem idéia! E o meu trabalho! NÃO TINHA NADA MELHOR PRA ME ARRUMAR NÃO!!! QUE IDÉIA FOI ESSA DE ME POR APAIXONADO PELA MEDICINA!!! Onde você estava com a cabeça, coração, de me por apaixonado por uma profissão que a gente não dorme direito, que não tem tempo pra comer, que ficamos mais preocupados com os outros que com a gente mesmo e o PIOR!!! QUE GANHA TÃO POUCO!!! Será que não dava pra me por apaixonado por geologia, especificamente identificador de mina de diamante! Nós dois íamos dormir tranqüilos! Geólogos não dão plantões. Diamantes não reclamam dos tratamentos! Por essa eu acho que não vou te perdoar nunca, coração burro!!! E de onde você tirou que o hobby que eu sou apaixonado é PILOTAR AVIÃO!!! Você estava doido quando me fez apaixonar por isso!!! VOCÊ NUNCA OUVIU FALAR QUE AVIÃO É PERIGOSO!!! E QUANDO ELES CAEM NÃO SOBRA NADA!!! Sem falar que você me fez ser médico, ENTÃO COMO VOU COMPRAR UM AVIÃO COM O QUE EU GANHO!!! Porque não me fez apaixonar por pescaria, por exemplo, ou melhor, por criar peixe em aquário. É barato e não tem risco de morte, coração louco. Você, coração sem juízo, nesses anos todos, me fez arriscar quando todo mundo foi prudente. Me fez viver paixões alucinadas enquanto os outros estavam assistindo TV com as namoradas. Me fez viajar atrás de rabo de saia descobrindo coisas que não tem nos livros e conhecendo pessoas que escrevem os livros. Me fez trabalhar exageradamente por sentir prazer no que faço. Me fez chorar desesperadamente por perder mais uma mulher que eu amava. Me fez sentir aquela dor intensa que dói tanto que chega a ser bom. Me fez ficar de pernas bamba por alguém tantas vezes. Me fez flutuar em beijos bem dados. A você coração, que quase me matou tantas vezes, eu não serei piedoso. Você foi julgado e condenado! Pensando bem, sua pena não vai ser perder o lugar para a razão (eu também não consegui encontrar aquela chave). Sua pena, pelo contrário, será trabalhar mais, muito mais! Eu quero me apaixonar em dobro pelo trabalho, tanto que me renda suficiente para comprar um avião. Eu quero me apaixonar todo dia por uma mulher e não uma vez ao ano! E quero que essa mulher seja a mesma todo dia para que eu não perca muito tempo com isso. E já que você me fez estar hoje apaixonado por uma mulher casada, eu quero que ela esteja casada comigo! E quando eu acordar todo dia e olhar pra ela você bata forte, descompassado, dê pulos e me tire o ar!!! comentários self-service: Quarta-feira, Outubro 31, 2007
´´Quando eu morrer, por favor, me enterrem de pé, porque passei toda minha vida de joelhos!`` provérbio Romeno. ´´Pro alto e avante!`` provérbio do meu ortopedista. obs: quando passarem por aqui deixem um comentário, a audiência agradece! comentários self-service: Segunda-feira, Outubro 15, 2007
Eu já comprei muita coisa inútil. Já comprei séries de DVD a respeito da vida de tubarões. Já comprei meias para quem pratica luta livre. Já comprei desembaçador spray pra lentes de máscara de mergulho. E comprei pouca coisa útil. Ano passado comprei um relógio. Eu já estava querendo trocar o meu a alguns meses. Andei bisbilhotando vitrines, vasculhando sites, me informando sobre algumas marcas e nada me chamava atenção. Até me confrontar com um modelo feito de um material cerâmico quase indestrutível. Quando li essas informações no prospecto de venda senti um misto de insegurança e medo. Aquele relógio vai existir mais que o seu comprador. Conscientemente não é todo mundo que acharia isso confortável. Quando o coloquei no braço não resisti. Faz-me lembrar que resta pouco tempo de vida (70 anos talvez). Usar um relógio que vai durar mais que você é uma ironia temporal. Toda vez que eu olho as horas, ele me lembra que o meu tempo está acabando. Ele me lembra que ainda não realizei as coisas que me comprometi a realizar. Ele me lembra que viver é o reflexo da impermanência. Eu não vou usá-lo por toda a minha vida. Mas todas as vezes que eu olhar ou alguém me disser as horas não vou poder esquecer que até um relógio pode existir mais do que eu. Não vou poder esquecer que o meu tempo está acabando e que eu não estou aqui para brincadeiras. comentários self-service: Sábado, Outubro 13, 2007
Hoje o Carnecrua inicia (isto já aconteceu várias vezes, e na grande maioria delas tem haver com uma mulher) uma nova fase. Ainda com alguns ferimentos abertos, mas já fora de perigo, recupero forças para a nova jornada. Mais uma vez, é preciso continuar. Lágrimas e Soluços acaba aqui, uma serenidade invade o Carnecrua, ainda é cedo mas pressinto que essa fase do Carne pode mudar irreversivelmente a minha vida, e a de vocês. Sejam bem vindos em acompanhar o CARNECRUA A INCANSÁVEL PROCURA DO SENTIDO! comentários self-service: Sexta-feira, Setembro 14, 2007
Hoje me deparo com a notícia que vc está perto de chegar. Oito meses se passaram e ainda não sei se o fósforo se queimou. Talvez tenha se queimado e o que sinto seja apenas aquele cheiro amargo da pólvora queimada. Se é fogo ou fumaça eu não sei, mas seja o que for me incomoda! Pra vc acho que já se apagou por completo, vc é muito mais volátil (não é minha intenção aqui te ofender). Achando bom ou ruim seu avião vai pousar e eu não sei como vou me sentir... comentários self-service: Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007
só pra lembrar Los Hermanos, Todo dia um ninguém José acorda já deitado Todo dia ainda de pé o Zé dorme acordado Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia Toda trilha andada com fé De quem crê no ditado De que o dia insiste em nascer Mas o dia insiste em nascer Pra ver deitar um novo Toda rosa é rosa porquê Assim ela é chamada Toda bossa é nova e você não liga se é usada Todo carnaval tem seu fim Deixe eu brincar de ser feliz Deixe eu pintar o meu nariz Toda banda tem um tarou Quem sabe eu não toco Todo samba tem um refrão pra levantar o bloco Toda escolha é feita por quem acorda já deitado Toda folha elege um alguém Que mora logo ao lado Eu pinto o estandarte de azul E ponho tuas estrelas no azul Pra quê mudar comentários self-service: Terça-feira, Janeiro 09, 2007
Não vou perder o amor da minha vida!!! Agora que tive a sorte de encontrá-lo, as armadilhas do meu passado não vão me deter! Amor, EU AMO VC!!! O tempo que eu te peço são seis segundos, e serei somente seu!!!! comentários self-service: Sexta-feira, Dezembro 01, 2006
Eu estou deitado em uma cama de lâminas afiadas, pra qualquer lado que eu me mova sangra muito!!! Eu não sei o que fazer!!! Por favor Alguém me ajude!!! comentários self-service: Sexta-feira, Outubro 27, 2006
Nem mais nem menos, na medida, na hora e no tempo exato. A vida é assim. Tudo tem seu tempo. Nós e que somos apressados, inquietos, queremos tudo ao mesmo tempo agora, com já dizia o velho titã. A experiência ensina um pouco, mas tem que ser bom aprendiz, ter que ser paciente, estar disponível, saber ouvir o rugir dos anos. Entender as rugas, as marcas do sol, as cicatrizes, ouvir a si mesmo, saber entender os desejos, as desilusões. Tem que cair, se levantar, olhar, saber porque caiu e ai então seguir. Ser honesto consigo, ser réu confesso quanto aos limites internos, e saber que não é crime. Agora, o que eu quero é ser honesto comigo, ser simples. Por que no futuro, o que eu quero é ser honesto com os outros. Hoje, sou apenas um aprendiz. comentários self-service: De se jo in com tro lá vel de dizer De se jo in com tro Lá vel de d izer o que vo cê q uer ouvir, desejo incontrolável de falar eU tE aMO! comentários self-service: Não desistirei nunca. Vou te procurar, vou te achar, vou te escolher, vou te entender, vou te ver, vou te amar, vou cortar tua grama. comentários self-service: Quinta-feira, Outubro 26, 2006
..................eu posso jurar que vi o AMOR !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! comentários self-service: Renasço. Pra não cometer os mesmo erros. Contratarei um guia. Única exigência: que seja cego de nascença! comentários self-service: hora certa 23:17:05 Supernova Neste segundo uma Supernova acaba de se formar o universo borbulha, regurgita, cresce, encolhe, reorganiza, novos gases são formados. Uma nova disposição de elétrons em rotações desgovernadas permite um átomo sem núcleo. Um átomo fêmeo. Só com cargas negativas. Subitamente as mulheres se sentem mais importantes. Tua mulher grita. Outra tem um orgasmo de bilionésimo de milissegundo. Você a beija. Os prótons reagem. Você pisca. Sente a vibração. Não entende. Entende, sem saber. Uma onda gráviton percorre universos paralelos. Perfura dimensões. Colapso. Confluência de espaços. Vertigem, déjà vu. Tua alma é tocada. O átomo sem núcleo se parte. O próton vence. Você é beijado. Novos gases se formam. O universo mudou, já não é o mesmo, expandiu, explodiu, esticou, deformou, reorganizou. Um buraco negro morre. Perde-se tudo. Uma civilização acaba. Alguém escreve mais uma frase perfeita. Soa um sustenido dissonante. Um monge atinge o nirvana. Um doente morre. Um espermatozóide perfura, penetra e invade um óvulo infecundo. Uma grávida pariu. Nasce um novo universo. Nasce uma pessoa. Nasce um novo mundo. Jesus sai em peregrinação no deserto. A humanidade é salva. Um físico calcula a distancia a uma realidade paralela. Alguém exerce o direito de pensar. E discorda. Acorda. Atira pensamentos. Você é atingido. Reage imóvel. O tempo curva. Neurônios não sabem que proteína liberar. Micro raios elétricos. Pensamento pulverizado. Lipídios membranicos neuronais vibram pasmos. Você pensa. O mundo muda novamente. Alguém vai pro Taiti. Alguém ama alguém. Alguém ama todos. O mundo é um lugar melhor. Uma bomba cai. O mundo é um lugar pior. O bem supera o mal. Todos se beijam. Tudo é quente. Tudo é vida. Pulsante. Vibrante. Radiante. Fumegante. Queima. Apaga. Tudo é cinzas. Um fóton disforme atingiu seu bastonete você vê vermelho verde. Algo de errrado ocorre. Algo de certto ocorre. A Supernova implode. Implode. Implode. Implode. E dentro de mais uma implosão ela implode. 23:17:06 Nasce uma Supernova! comentários self-service: Insignificância inversamente proporcional. ( ) ´´Só hoje consegui sentir o que vc quis me ensinar naquele tarde. Sei que não sou boa aprendiz! Sei também que isso te irrita um pouco, as vezes. Vc tenta não demonstrar. Hoje pude sentir diferente! Sentir, sentindo, deixar sentir, deixar fluir, fluindo.... como vc....ser parte ..... Consegui trocar os óculos, trocar os olhos, alargar as pupilas, abrir o foco. Queimou no início, mas foi......!!! Sei que ficará orgulhoso. Eu gosto. Tudo com essa que parece ser uma lição tão simples. Parece. Uma das poucas que realmente deixei-me aprender, confesso! Tenho medo do quanto posso mudar. Ser outra. A mudança me assusta! Um pouco.... Marcas profundas de algemas quebradas. Escravo libertado, mas não liberto. Tudo me parece novo. O toque, a cor, o sabor.... vívidos. Sentidos aguçados, ampliados, recalibrados. O que vc me ensinou nesses dias devia vir no manual de fábrica. É eu sei.... O meu medo do que possa vir não é maior do que a pena que sinto do que fui. Sei que vai ser melhor. Sempre. Mas temo, admito. Temo pq não sou como vc. A sua viagem foi longa e dolorosa. Vc sempre foi determinado. Eu.... Privando-me dos erros não sei se conseguirei os teus resultados. Sei que faz isso pq me ama. Proteger quem a gente ama. Quantas vezes repetido. A cidade do imperador! A velha cidade do imperador. Muros altos, portões de madeira maciça, guardas.... Proteção. Vc vai me proteger da dor da caminhada, dos tombos, das pedras...sempre a tua mão.... mas quando chegar o meu maior desafio vc não vai estar lá! A luta final, decisiva! Vc não vai estar lá! Nem pode! Quando os meus anjos e os meus demônios com espadas em punho se confrontarem é o meu sangue quem vai escorrer. É a única hora em que os anjos tem sede... e os demônios medo... Não queira ver um demônio com medo! Nessa batalha vc não vai estar presente. E a tua experiência de pouco me vai servir. De certo deve ser esse meu maior temor! Não diga, eu sei. Mas desde já considero a jornada muito gratificante... Aprendi mais com vc nesses últimos dias do que aprenderia sozinha nos próximos 50 anos. Se eu não sobreviver ainda vai restar muito.... De todas as horas de estudo, viagens, palestras, pessoas, discussões, teorias complexas, simples.... o amor foi com quem mais aprendi. Incansável! Cada gesto, cada toque, cada palavra, cada beijo, cada gozo, uma lição. Aprendizado. Amor que protege, consola, nutre, faz de ti meu professor, faz de mim aprendiz.... mesmo com o meu passado... Faz vc resistir ao pouco que te resta. Das pessoas que vc me apresentou não posso deixar de falar. Doces surpresas. Uma após a outra! Sinto-me tão pequena perto. Nunca imaginei pessoas assim.... Aprender, aprender, tenho que aprender.....tão pouco tempo, não posso perdê-las. Já valeu a pena... Faltam-me adjetivos pra elas. Os dois então...! Tudo que eu gostaria de ser! É, eu sei. Vc já disse. Vou continuar..... O que mais me impressionou, além de como são, é quantos... nunca imaginei....!!! Sempre fui..... Tá, sei que vc não gosta de repetir esse assunto, mas sempre me vem à tona quando tento superar a barreira emocional nos exercícios. É, está resolvido. Mas não, também, porque me volta. Quero que vc repita o que achou das coisas que aconteceram no começo. Porque vc agiu daquela forma? Eu ainda não compreendi! É, eu sei. E se fossemos chamados a prestar contas? De quem seria a culpa do amor? Sou eu será, a culpada por vc me amar? Ou és tu mesmo o culpado, já que o sentimento é teu? De quem é a responsabilidade? Que seja mérito ao invés de culpa! O que não foge a responsabilidade! E de quem? Meu, teu? Eu provoquei de propósito, mas não tinha garantias que daria certo! Nem poderia imaginar a ventania que recebi em troca! Ventania que virou brisa do pacífico, provocações que virou amor.....e o vento ainda fervilha. Sigo sozinha. Deixo o mero acaso me comandar. Vacilo. Já que sei, que tudo já foi dito e escrito. Finjo. E deixo o mero acaso achar que pode comandar. Sigo na correnteza de corpos sem almas, de almas sem óleo. Amontoado de carne crua e viva, pulsante, que não sabem nenhum porquê. Nem precisam, nem realmente querem. Às vezes sem querer muito dou duas braçadas contrárias. Alguns do meu lado se assustam! Não tento explicar, seria pior. Passado algum tempo eles não se lembram mais. Vejo olhos repetidos, tristezas engasgadas, ouço ouvidos, sinto o tato de mãos tremulas, frias, suadas, mãos de quem pede ajuda. Beijo, saudades.`` comentários self-service: Sábado, Dezembro 31, 2005
2006, Nesses últimos meses tenho pensado bastante na China. O planeta China anda me atraindo! Nasceu o cidadão chinês de número um bilhão e trezentos milhões esta semana. Outro planeta, a Terra completou seis bilhões de habitantes. O que é ser um habitante no planeta Terra? O que é ser um habitante no planeta China? O que é ser habitante de um lugar? Que direitos sobre este lugar a pessoa tem, por que é um habitante dele? Vou começar 2006 com perguntas! A primeira delas é o que você quer de 2006? 2006 vai ser um ano amigo! Em 2006 nós somos 6 bilhões de amigos! 2006 no calendário chinês é o ano do cachorro! O cachorro é o melhor amigo do homem, 2006 é o melhor amigo do homem! Não sei se na china o cachorro é o melhor amigo do chinês! Talvez em 2006 eu me torne chinês, e mude meu nome pra YU CHOU HUI! 2006 é nosso amigo, podemos ser o que quiser!!! comentários self-service: Sexta-feira, Novembro 25, 2005
Acordou. Levantou. Liberdade. Estava feliz. Se lembrou do sonho. Bom sonho. Tinha ela, tinha eles, tinha isso, tinha aquilo....sonho perfeito. Quem nunca acordou, se lembrou do sonho e ficou apaixonado uma semana por aquela pessoa que não conhece, não existe, não existe daquele jeito..... Não sentiu! Ele nunca lembra! Sempre sente, mas nunca lembra. Tem um distúrbio. Os cientistas ainda não sabem que existe esse distúrbio. Mas existe. Muita gente tem. Talvez a maioria. São intensos quando sentem, mas não lembram. Lembram, mas não lembram. Lembram do momento que aconteceu, lembram dos detalhes do momento, conversam com os amigos sobre o acontecido. Acham graça. Os dois. Os que ouvem e os que escutam. Mas não sentem o acontecido mais. A viagem foi ótima. A praia era linda. O sol era ¿o sol¿. A namorada tava ¿a namorada ¿. tudo tava ¿perfeito¿. Contam isso sem parar, tem brilho nos olhos. Mas não sentem mais. Por mais que se concentrem ao contar, por mais que passem emoção. Não sentem mais. Ficam repetindo pra todo mundo: ahh aquela viagem, aquele beijo, aquela .... mais .... Sentir ele não sente mais. O distúrbio é no complexo protéico da membrana do neurônio que armazena a memória sentimental. Quem tem, recorda o sentimento. Quem não tem, lembra do momento, mas não consegue ressentir, entre aspas. Você lembra do beijo. Mas não sente o ¿beijo¿, aquele beijo que eu daria tudo pra sentir de novo! Os cientistas ainda não descobriram esse distúrbio. Mas também eles são só cientistas.... Confesso! Eu sou um deles. Cientistas não! Desrregulados. Destituídos do tal complexo protéico! Desmemoriado sentimentalmente! Essas pessoas tem uma vantagem. Tem sempre que repetir as coisas boas. Em tudo! Aliás, duas vantagens. Não guardam os momentos sentimentais ruins. São repetidores. Se você é um de nós. Liberte-se! As vezes você se lembra com detalhes daquele ¿momento¿. Mas já parou pra pensar se ¿sente¿ aquele ¿momento¿. Quem sabe você pode ler: BEM VINDO AO CLUBE. DSA: desmemoriados sentimentais anônimos! Anônimo não! Assumido! Ser um de nós é um privilégio. Ter que fazer tudo de novo. Sentir tudo de novo. Repetir incansavelmente aqueles beijos, aqueles amassos, aquelas................ viagens. Felizes de nós! comentários self-service: Quinta-feira, Setembro 29, 2005
comentários self-service: Segunda-feira, Setembro 19, 2005
Quem a conhece sabe que é um privilégio. É melhor não resistir. Cabelo ruivo, cintura fina, seios pequenos, nariz afilado. Pele de um branco quase transparente, contrastando com o vermelho vertiginoso dos fios esvoaçantes, mesmo sem vento. [Como ela consegue?] Pernas na medida [aquela medida!] .Proporcionais, ou melhor, desproporcionais na medida. Pernas um pouquinho longas em relação ao corpo, dando a aparência de mais alta do que realmente é. Olhos escuros, não dá pra saber ao certo se é negros ou castanhos. Eu nunca olho dentro dos seus olhos, por mais de um segundo. Lábios finos, rosados, avermelhados quando sorri, [testem os freios! Reduzam a marcha, estrada sinuosa à vista.] Sorriso sutil, sentimentos indecifráveis. [ o que ela pode querer comigo] Muito cuidado com essa mulher! Não porque ela é sexy, ou coisa do tipo. É que ela anda armada! Mas não é arma de fogo, ou arma branca. [ foi morto por uma arma branca! Que tipo? Uma faca preta!] Letras, sílabas e palavras apontadas na sua direção, um mínimo gesto, um descuido, um disparo, um ¿a¿ voraz de alta penetração com ponta oca, um ¿o¿ rodopiante com bordas cortantes. Um ¿m¿ com pontas lixadas sistematicamente e afiadas em esmeril de long play barato. Um ¿r¿ pronto para explodir ao simples arrancar de seu pino. Essas armas [letras] todas não fariam a menor diferença na mão de uma pessoa comum. Crianças brincam com um ¿a¿. Jogam bola com um ¿o¿. As mães nem ligam. Mas na mão da pessoa certa, [ou errada, como é o caso dela] é altamente mortífero. E ela sabe mais que ninguém como manipular um inocente e inofensivo ¿r¿. Na academia tirou nota 9,7 em arremesso de ¿r¿ minúsculo, explodindo alvos certeiramente. Com todo o seu charme cinematográfico, empunhava de forma delicada e firme a base cilíndrica do ¿r¿, [sabendo que estava sendo atentamente observada] em movimentos que o mais desatento diria ser estroboscópico, levava-o em direção a boca, e como uma fera ataca em ato certeiro, arrancava o pino que dá a forma de um ¿r¿ ao tubo cilíndrico. Seguia-se um movimento em [se fosse no cinema] câmara lenta, com uma cusparada sexy, virando-se de lado arremessava o pino ao chão, enquanto a mão em gestos delicados, já tinha desferido o objeto ao seu alvo. Que no tempo programado, [quatro segundos após o arremesso] explodia a carga de combustível sólido, emitindo fragmentos de um ¿r¿ minúsculo em velocidade assustadora, causando simultaneamente um deslocamento da massa de ar capaz de suspender um carro. [ isso tudo feito por mãos delicadas, uma boca rosada, e um insignificante ¿r¿ minúsculo]. Anda sempre com três ou quatro ¿r¿ pendurados ao cinto, como assessórios. Sempre deixa um pedacinho da barriga a vista, o que desvia os olhares mais observadores de homens e também de mulheres. Dos homens pelo óbvio. Nenhum vai ficar olhando cinto. E muito menos vai deixar de olhar um pedacinho daquela carne, devidamente esculpida em árduos trabalhos de flexões. As mulheres por sua vez são traídas pela inveja, ao olharem tão definida forma. Perdendo todo o seu tempo, disponível para tal área, procurando imperfeições. Assim é definitivamente fácil transitar pra baixo e pra cima, com tão nocivas letras [armas], completamente expostas sem que se chame a menor atenção. [Mesmo que chame, quem vai se importar com um ¿r¿ minúsculo na cintura de uma ruiva?]. [eu]. O ¿o¿ ela usa disfarçadamente como brincos, um em cada orelha [claro!]. Na orelha direita um segundo furo é o esconderijo de um brilhante, que nas minhas suspeitas, é um pingo de ¿i¿, só não vou afirmar com a mais absoluta das certezas, pois tenho dúvida se não é um ponto final. [Confesso que este brilhante, nunca a vi usar]. Ao contrário dos ¿o¿s. Bordas afiadas, são de difícil manuseio. Mas não pra destreza excepcional desta ruiva, que os arremessa como discos. Como um lutador de ninjútsu joga suas estrelas. Capaz de acertar uma jugular, ou até quem sabe uma carótida mal posicionada, a dez metros de distância. O ¿m¿ está sorrateiramente disfarçado no fecho do relógio. Projetado exclusivamente para tal função. Uma obra da engenharia moderna. Marca as horas com a precisão do quartzo e serve para arremessar o ¿m¿ que está acoplado a um complicadíssimo sistema de molas. Que acionado dispara-o, com sua pernas em ponta de flecha, na vítima, sem propagar o menor ruído. Com a pontaria aguçada, não dispara um ¿m¿ que não seja no coração. E em seguida confere as horas. [21:55, hora de morrer]. O ¿a¿ vem espantosamente pendurado em finíssima corrente de ouro, no lugar mais evidente e menos suspeito para um ¿a¿. No pescoço, deliciosamente fino e quente, com aquele ¿a¿ também em ouro, com a imponência que lhe é merecida dentro deste relicário carnal. O ¿a¿ quase nunca é usado, já que é necessário arrebentar a corrente, para usufruto de tal arma. Que age como um objeto penetrante na ponta de um chicote, improvisado pela corrente que o sustenta. Não que nossa ruiva tenha dó em arrebentar preciosa jóia. Ela sente-se nua sem esse ¿a¿ no pescoço. Não tira nem pra entrar na piscina. Com todas estar armas, o que mais me apavora, continua sendo, o jeito no olhar, o sorriso sutil, o charme da postura, o emaranhado que dá o sentido de poder. Não é ¿a¿, ¿m¿, ¿o¿, ¿r¿ que me desatina, e sim todas estas letras juntas. comentários self-service: Terça-feira, Setembro 13, 2005
comentários self-service: Quarta-feira, Agosto 31, 2005
Só o osso. Maristela sempre foi magra. Na escola chamavam-na de Magristela. Passou a vida tentando engordar. Comia de tudo, e nada resolvia. Fez simpatias, promessas pra santos, certa vez se arriscou até na macumba. Magra, só os ossos. Dieta, fez de perder a conta. Chocolate, quinze barrar por dia em época de lua cheia. Fritura, uma porção pequena a cada duas horas durante três dias. Preparar as refeições com óleo de ontem da pastelaria do Seu Nakuje. Comer uma leitoa por semana. Certa vez se enviesou a ser crente, oraram, fizeram vigília, expulsaram o demônio de seu corpo não sei quantas vezes. E ela, magra. O pastor não tendo mais opções lhe vendeu uma aguinha que tinha curado um aidético tuberculoso com câncer. E ela, magra. Isso aí nem o cão cura! Desabafou o pastor a um grupo de fiéis. Largou a igreja. Era infeliz, não arrumava namorado. Não tinha peito, não tinha bunda, coxa fina, canela seca. Até os dentes eram magros, formatos fino, longos. Era ruim de encarar. Em alguns fins de festa deu uns beijos. Garoto começava a beber demais, ela já ficava de olho. Mas até os bêbados não gostavam. Não tinha carne nos lábios, seco. Será que tô beijando um cotovelo! Baforou um. Maristela, Magristela, minha sina é ser magra. Pensava numa tarde qualquer. Pelo menos tenho os ossos fortes, ossos gordos. Insight. Sentiu-se feliz. Daquele dia em diante acordava pela manhã sentindo-se gorda, de osso. Olhava no espelho "que ossão que eu tô hoje!"!. Depois de algumas semanas pensou até em fazer regime de osso. Não, obrigada! Não tô tomando leite, tem muito cálcio. Magristela foi magra, virou gorda, mudou de osso sem mudar de carne. comentários self-service: Segunda-feira, Agosto 29, 2005
Louco como eu. Para saber se uma cidade é digna de moradia, procuro sempre ver com se comporta o louco da cidade. Qualquer cidade digna, tem sempre um louco com patrimônio. Aquele que vaga sem rumo, mas sempre sabe onde está indo. Aquele que diz coisa com coisa, mas escuta sempre o que quer ouvir. O insano! Que nunca trabalha e sempre come, que nunca tem dinheiro e está sempre nas festas da cidade bebendo. E quando fica bêbado, todos notam, ele fica meio normal! Uma cidade que se preze só tem um louco a solta, se alguém mais se atrever em ficar louco, tem que internar. Não há vagas! E louco que se preze tem o passado obscuro. Ninguém lembra da época em que o fio da razão cingia-lhe as ações. E se alguma velhinha lá da rua de baixo insistir em lembrar, acham que é loucura dela. Cidade boa de moradia é onde o louco anda de terno. Tudo bem, tem que ser um terno bem desfigurado e sujo. Sapato não precisa. Meia, só uma. Relógio, é fundamental. Se você conhece um louco que não usa relógio, não se iluda, não é louco. Calça, é opcional! A calça já insinua sobre o caráter dos moradores. Calça comprida, sociedade medíocre. Calça tipo bermuda, não confie em ninguém lá. Sem calça, povo miserável, não dão nem calça pro louco! Cidade grande não serve pra morar, lá não tem louco, só mendigo. E se o mendigo se declara louco, tem que internar! A cidade grande aboliu a loucura. Andar sujo, comum. Morar na rua, pobre. Falar coisa com coisa, estresse. Nunca more em uma cidade onde não se pode ser louco! E se você for escolher uma cidade pra morar o resto da vida, fazer família e ter filho, nunca deixe de conversar com o louco. Seria loucura não fazer isto! E o que ele vai te dizer? Se a cidade for boa mesmo, ele com uma voz rouca e mansa cantará uma canção que só ele conhece, um verbo inaudito, verterá lágrimas vítreas que darão a ver comoção puríssima em grito apagado por um passado dizendo, estou aqui perdido nesta floresta densa, não sei se quero sair e se o quiser não sei se poderei. Arrume as malas! comentários self-service: Cardápio da semana: Entrada: salada de sorrisos doces acompanhada de beijinhos molhados levemente temperados com planos pro futuro. No prato principal: diversão em prato grande servida ao ponto, flambada a novas amizades com alegrias cortadas em cubos grandes. Sobremesa: roda de amigos com papo das antigas em calda de chocolate. P.S.: sente e sirva-se à vontade. comentários self-service: Domingo, Agosto 28, 2005
frase da semana: ¿ Não concordo com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte o vosso direito de dizê-lo. ¿ François Marie Arouet ¿ Voltaire, o ácido. comentários self-service: Hoje é só beijo na boca, beijo estalado! Beijo de namoro escondido, beijo de paixão, beijo apaixonante. Beijo, que te deixa tonto, sem ar, sem forças, que te deixa no céu, que te deixa vivo! Que faz a noite virar dia, a lua arder e o tempo parar. Sussurros suaves com os lábios colados, hálito de absinto, línguas inebriadas, dizendo coisas sem sentido, dizendo palavras desconexas, palavras amantes, palavras sem som, palavras de toque, palavras com sabor de proibido, de pecado, de primeiro beijo. Sorriso com lábios colados, olhos fechados. Falta de ar, respirar, respirar tua respiração, respirar tua pulsação. Sorriso de dente com dente, língua com dente, língua com língua, beijo no dente, beijo na língua. Carícias com os lábios, com a respiração, carícias carente correspondidas. Suspiros sinceros de desejos secretos. Afagos com os olhos cerrados de sorriso feliz, sorriso de beijo na boca, beijo estalado. Achego comentários self-service: comentários self-service: Renasço. Pra não cometer os mesmo erros. Contratarei um guia. Única exigência: que seja cego de nascença! comentários self-service: Olá, Herbert. _De uma coisa eu sei, Herbert, nós não vamos ficar de braços cruzados! Eu sei que você está do meu lado. Eu e você, já é o suficiente pra mudarmos o mundo! _ Não sou precipitado, não! Se estou te dizendo que está na hora é porque está! Não vamos deixar esses vermes, que acham que são reis, continuarem com essa merda toda! A hora, Herbert, é agora! _ Levante e venha comigo! Herbert não chega a ser uma pessoa. Quando estou indignado com alguma coisa, mas dessas coisas grandes, bem mega, como a desigualdade social, como a fome planetária, como a imposição de valores _entre aspas_ de uma cultura em cima de outra. Eu recorro ao Herbert. E nós juntos, bolamos um plano pra acabar com essas situações. Herbert não é só imaginário, agora mesmo nessa nossa conversa se você me propõe uma forma de acabar com coisas megas que eu não gosto: bem vindo ao clube Herbert. Já conheci muitos Herbert na vida. Cada um mais criativo que o outro. Os Herberts tem sempre uma coisa em comum, eles não gostam de americanos, eles não gostam de judeus, _ mesmo com todo o dinheiro que os judeus gastam no mundo com propaganda pra falar que eles são bonzinhos_ eles não gostam de religiões, _isso não quer dizer que eles não gostem de Deus, ou que não freqüentem alguma, uma coisa não tem nada haver com outra!_eles não gostam de políticos, _nem nos que votaram_ eles de um modo geral são da oposição. Mas o que deixa bem claro se uma pessoa é Herbert ou não, é quando o discurso dela não condiz com seus modos e objetivos na vida! _Eu odeio os americanos! Eles são uns vermes, exploradores de terceiro mundo! E blá-blá-blá! daí passa um pouco. _Eu e minha esposa estamos pensando em levar o Gabriel nessas férias pra Disney! Mas só se ele não ficar de recuperação! Me dá vontade de vomitar na hora! _Os judeus tão massacrando os muçulmanos! Eles atacam com rifles enquanto os muçulmanos atiram pedra! E nós não vamos fazer nada!!!? Grita com todos na mesa! Daí passa um pouco. _ Tchau, tchau pessoal, já vou indo porque quero assistir ao Oscar! Se você não entendeu, eu é que não vou explicar _ senão esse livro não vai ser publicado nunca!! Mas continuando, não sei quem é pior? Se os Herberts que tem uma noção, mesmo que superficial de como se move o planeta, e vivem sua vidinha medíocre como se não fosse com eles. Ou se o resto da população, a massa, a massa de manobra, a que realmente não sabe como as coisas funcionam, por falta de informação ou por burrice mesmo. Páreo duro! E também não vou só criticar não, quantas vezes eu não sou Herbert. Aliás, nas mesas de bares em happy-hour é o que se mais vê. Idéias de mudar o mundo! Uni-vos beberrões de Happy-hour, intelectuais de botequim! Está pronta a revolução! Só falta agir! Coisa que um Herbert não faria nem que vivesse um milhão de anos! _Garçom, a conta! Não quero dormir tarde, amanhã vou jogar golfe pela manhã! _ Aqui está a conta senhor! Dois bilhões de pessoas passando fome, uma criança morta a cada dois segundo! _Aceita cartão? Eu não tenho as respostas. Não sou o mister ação, nem coisa do tipo. Só que como disse no inicio da nossa conversa eu não me adapto, o tempo não me faz acostumar, não consigo ser normal! E não se engane, eu estou aqui pra te contaminar com essa minha inquietação, pra te deixar minimalista e enxergar as doses exageradas que estamos tomando. Se eu não conseguir nada disso, não me importo, vou continuar vomitando na cara de alguém até achar um dos meus. Eu não gostaria de ter sido tão claro assim, mas as vezes não me resta outra escolha. comentários self-service: Hevergildo Hevergildo em seus lençóis brancos e macios acordou deprimido, como acontece todos os dias. Ainda de mau humor, telefonou pra namorada, como acontece todos os dias. _Alô! Oi! Te amo! Eu também! Tchau! Tchau! Alice. Inteligente na medida do possível, gostosa dependendo do tesão, dissimulada como toda mulher. Eles não são parecidos, não tem nada em comum, nem são opostos, nem nada. Mesmo assim continuam, contra todas as previsões, juntos. Talvez esse seja o único acontecimento na vida de Hevergildo que não é previsível. Ele não tem motivo pra existir, não faz nada que um carrapato também não faria. Nunca produziu nada que qualquer um já não tenha feito. Mesmo assim Hevergildo acorda deprimido. Reclama da vida com a nítida sensação de um injustiçado. Como se alguém o tivesse enganado, uma promessa que ele não viu cumprir. As vezes fica pior. Reclama do amor, dos amigos, do trabalho.... Hevergildo é vítima. Só que dele próprio. Da sua performance de ameba. Sua sina é não ser ninguém. Sua vida é uma vida normal, nasceu, estudou.... pode ser resumida em uma página. Hevergildo, você não vai mais posar de vítima! Das pessoas que se relacionou, metade destruiu, das coisas que fez na vida, nenhuma é importante. Amar nunca soube o que é. Engana-se achando que sabe. Não faz a mínima noção. Nem poderia, o amor só acontece pra alguns, milhares morrerão somente na ilusão. Hevergildo é como todas as pessoas. Hevergildo é uma população inteira. comentários self-service: Amanhã quando seu telefone tocar te acordando, sou eu te ligando pra dizer que sem você eu não existo. Sem tua presença não tem graça, sem o teu sorriso nada é azul! Vou ligar pra dizer que o que eu mais quero é acordar do seu lado, abrir os olhos pela manhã e ver teu cabelo bagunçado, teu rosto sem maquiagem, teus olhos inchados, ouvir tua voz rouca dizendo bom dia. E eu vou dizer eu te amo e vou sorrir! Trim, trim, trim.... os dígitos piscavam 07:00h. Abriu os olhos inchado com dificuldade. 07:00! 07:00! 07:00! Rolou pro lado, pro outro, pôs o travesseiro na cabeça. 07:00 07:01 07:01! _Fazer o quê! Alguém tem que trabalhar neste país. Pensou, ainda sonolento. Sentou na cama, bocejou. Bocejou de novo. Levantou. Arrastou os chinelo até o banheiro. Fechou a porta. Hidelbrando é uma pessoa dessas como tantas, leva uma vida comum. Tem um trabalho, um carro, uma casa, uma namorada, apesar de ser trintão. É budista, mas pratica o Dharma assim como os católicos praticam o evangelho. Hoje é seu primeiro dia em casa sozinho. Antes morava com a mãe. Mas ela achou que ele merecia mais liberdade. Daí comprou um apartamento pro Hidelbrando. Financiado em 120 meses no nome dele! Ele aprovou, e se mudou. Hoje, de casa nova ele acordou só. Gostou. Saiu do banheiro ainda se enxugando e parou em frente ao guarda-roupa. _Hoje vou escolher uma palavra pra vestir que mostre o que sou. Não é mais minha mãe quem vai escolher o que eu visto, agora sou eu! _Acho que vou com uma AMIZADE gola V amarela manga curta e um DESEJO roxo surrado justo. Hummm! AMIZADE amarela não combina com DESEJO, ainda mais roxo. AMIZADE e DESEJO confunde o visual, é uma mistura muito perigosa. Aliás, não pode nem lavar essas peças juntas, AMIZADE e DESEJO batendo na lavadora juntos, não pode. O DESEJO estraga qualquer AMIZADE. _Ah já sei, vou de PROFISSIONALISMO manga longa listrada azul claro com branco e AMOR vermelho cós baixo. PROFISSIONALISMO listrada com AMOR vermelho????!!!! Tô louco! PROFISSIONALISMO com AMOR no meu trabalho? Não vai dar certo, eu não gosto de trabalhar! Tem gente que fica bem dentro de um PROFISSIONALISMO com AMOR. Héh!? Tem que ter o biótipo! _ Que tal, DESCONTRAÇÃO florida manga curta com PREGUIÇA bem larga em algodão! Melhor não, se chegar no escritório assim, meu chefe pode desconfiar do meu rendimento hoje. _Poxa, tanta palavra dentro desse guarda-roupa e eu não consigo combinar nenhuma! É mais difícil que imaginei. _ E essa gaveta trancada? O quê que eu pus nela? _ Ah, tá! As CULPAS! Não sei por quê que tem tantas CULPAS nessa gaveta? Não me lembro de ter tanta CULPA assim não! _Ah sim! Analice, ganhei dela, essa outra... Ana Claudia. Essa pequena.... Francielle. Essa.... é.... conjunto completo...., ganhei da minha mãe, claro. Essa....da Viviane. Essa.... Isadora. Poxa! Só tem CULPA que ganhei de mulheres! E todas colantes pretas apertadas. A próxima mulher que me der CULPA de presente eu devolvo, não quero nem saber. E o tanto que é difícil cuidar dessas CULPAS! Tem que ficar em gavetas separadas por que mancham todas as outras peças, soltam um óleo, não sei explicar. Dias desses deixei uma PAZ branca nova perto da gaveta de CULPAS. Pra quê! Destruiu a PAZ branca, não serviu mais pra vestir. E não é só paz branca não, fui lavar umas CULPAS velhas na máquina e só de respingar no AMOR rosa encardido com furinhos que eu tava vestido, estragou! Lhe dá com essas culpas é uma dificuldade. E o pior é que não consigo jogar elas fora, foram todas presentes! _Já são 07:40 e ainda não me decidi! _Vou é com esse ÓDIO cinza sintético. _Não!!! ÓDIO não! Não gosto de usar ÓDIO, não combina comigo! _Vou usar é AMOR! AMOR vermelho novo, conjunto completo. _Quer saber, vou ligar pra minha mãe! _ Alô, mãe! _Que palavra é que eu uso pra trabalhar na segunda-feira? Não tô conseguindo combinar nada! _Filho, segunda você sempre vai com a INDIFERENÇA, aquela que tem a logomarca da empresa! _INDIFERENÇA?!!! Tchau!!! _Meu filho m....tu tu tu tu tu .... _INDIFERENÇA?!!! Eu é que não vou sair na rua vestindo uma INDIFERENÇA, quer saber não vou nem trabalhar!!! Hidelbrando vestiu um CARP colorido confortável, pôs um DIEM deixando o botão acima do zíper aberto e mudou de vida! comentários self-service: |