cARnEcRUA FOCO |
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Quinta-feira, Setembro 29, 2005
comentários self-service: Segunda-feira, Setembro 19, 2005
Quem a conhece sabe que é um privilégio. [spD em cabelos ruivos] É melhor não resistir. Cabelo ruivo, cintura fina, seios pequenos, nariz afilado. Pele de um branco quase transparente, contrastando com o vermelho vertiginoso dos fios esvoaçantes, mesmo sem vento. [Como ela consegue?] Pernas na medida [aquela medida!] .Proporcionais, ou melhor, desproporcionais na medida. Pernas um pouquinho longas em relação ao corpo, dando a aparência de mais alta do que realmente é. Olhos escuros, não dá pra saber ao certo se é negros ou castanhos. Eu nunca olho dentro dos seus olhos, por mais de um segundo. Lábios finos, rosados, avermelhados quando sorri, [testem os freios! Reduzam a marcha, estrada sinuosa à vista.] Sorriso sutil, sentimentos indecifráveis. [ o que ela pode querer comigo] Muito cuidado com essa mulher! Não porque ela é sexy, ou coisa do tipo. É que ela anda armada! Mas não é arma de fogo, ou arma branca. [ foi morto por uma arma branca! Que tipo? Uma faca preta!] Letras, sílabas e palavras apontadas na sua direção, um mínimo gesto, um descuido, um disparo, um ¿a¿ voraz de alta penetração com ponta oca, um ¿o¿ rodopiante com bordas cortantes. Um ¿m¿ com pontas lixadas sistematicamente e afiadas em esmeril de long play barato. Um ¿r¿ pronto para explodir ao simples arrancar de seu pino. Essas armas [letras] todas não fariam a menor diferença na mão de uma pessoa comum. Crianças brincam com um ¿a¿. Jogam bola com um ¿o¿. As mães nem ligam. Mas na mão da pessoa certa, [ou errada, como é o caso dela] é altamente mortífero. E ela sabe mais que ninguém como manipular um inocente e inofensivo ¿r¿. Na academia tirou nota 9,7 em arremesso de ¿r¿ minúsculo, explodindo alvos certeiramente. Com todo o seu charme cinematográfico, empunhava de forma delicada e firme a base cilíndrica do ¿r¿, [sabendo que estava sendo atentamente observada] em movimentos que o mais desatento diria ser estroboscópico, levava-o em direção a boca, e como uma fera ataca em ato certeiro, arrancava o pino que dá a forma de um ¿r¿ ao tubo cilíndrico. Seguia-se um movimento em [se fosse no cinema] câmara lenta, com uma cusparada sexy, virando-se de lado arremessava o pino ao chão, enquanto a mão em gestos delicados, já tinha desferido o objeto ao seu alvo. Que no tempo programado, [quatro segundos após o arremesso] explodia a carga de combustível sólido, emitindo fragmentos de um ¿r¿ minúsculo em velocidade assustadora, causando simultaneamente um deslocamento da massa de ar capaz de suspender um carro. [ isso tudo feito por mãos delicadas, uma boca rosada, e um insignificante ¿r¿ minúsculo]. Anda sempre com três ou quatro ¿r¿ pendurados ao cinto, como assessórios. Sempre deixa um pedacinho da barriga a vista, o que desvia os olhares mais observadores de homens e também de mulheres. Dos homens pelo óbvio. Nenhum vai ficar olhando cinto. E muito menos vai deixar de olhar um pedacinho daquela carne, devidamente esculpida em árduos trabalhos de flexões. As mulheres por sua vez são traídas pela inveja, ao olharem tão definida forma. Perdendo todo o seu tempo, disponível para tal área, procurando imperfeições. Assim é definitivamente fácil transitar pra baixo e pra cima, com tão nocivas letras [armas], completamente expostas sem que se chame a menor atenção. [Mesmo que chame, quem vai se importar com um ¿r¿ minúsculo na cintura de uma ruiva?]. [eu]. O ¿o¿ ela usa disfarçadamente como brincos, um em cada orelha [claro!]. Na orelha direita um segundo furo é o esconderijo de um brilhante, que nas minhas suspeitas, é um pingo de ¿i¿, só não vou afirmar com a mais absoluta das certezas, pois tenho dúvida se não é um ponto final. [Confesso que este brilhante, nunca a vi usar]. Ao contrário dos ¿o¿s. Bordas afiadas, são de difícil manuseio. Mas não pra destreza excepcional desta ruiva, que os arremessa como discos. Como um lutador de ninjútsu joga suas estrelas. Capaz de acertar uma jugular, ou até quem sabe uma carótida mal posicionada, a dez metros de distância. O ¿m¿ está sorrateiramente disfarçado no fecho do relógio. Projetado exclusivamente para tal função. Uma obra da engenharia moderna. Marca as horas com a precisão do quartzo e serve para arremessar o ¿m¿ que está acoplado a um complicadíssimo sistema de molas. Que acionado dispara-o, com sua pernas em ponta de flecha, na vítima, sem propagar o menor ruído. Com a pontaria aguçada, não dispara um ¿m¿ que não seja no coração. E em seguida confere as horas. [21:55, hora de morrer]. O ¿a¿ vem espantosamente pendurado em finíssima corrente de ouro, no lugar mais evidente e menos suspeito para um ¿a¿. No pescoço, deliciosamente fino e quente, com aquele ¿a¿ também em ouro, com a imponência que lhe é merecida dentro deste relicário carnal. O ¿a¿ quase nunca é usado, já que é necessário arrebentar a corrente, para usufruto de tal arma. Que age como um objeto penetrante na ponta de um chicote, improvisado pela corrente que o sustenta. Não que nossa ruiva tenha dó em arrebentar preciosa jóia. Ela sente-se nua sem esse ¿a¿ no pescoço. Não tira nem pra entrar na piscina. Com todas estar armas, o que mais me apavora, continua sendo, o jeito no olhar, o sorriso sutil, o charme da postura, o emaranhado que dá o sentido de poder. Não é ¿a¿, ¿m¿, ¿o¿, ¿r¿ que me desatina sim todas estas letras juntas. comentários self-service: Terça-feira, Setembro 13, 2005
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